A Violência Doméstica


A violência doméstica engloba todo tipo de violência praticada entre os membros que habitam um ambiente familiar. Pode acontecer entre pessoas com laços de sangue, laços afetivos ou unidas de forma civil. A agressão física, em geral inicia-se após outros tipos de violências.

Nem toda dor é sentida na pele.

A violência doméstica subdivide-se em: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.

O relacionamento abusivo é uma das formas de violência psicológica. E nem é preciso que agressor e vítimas morem sob o mesmo teto ou mantenham um vínculo amoroso.

Os dados são alarmantes e em sua grande maioria, as vítimas são mulheres. Sua sujeição independe de classe social, idade, raça ou religião.


Dados estatísticos da violência doméstica no Brasil

  • 2015 - 1 a cada 5 mulheres brasileiras já sofreram agressões físicas;
  • 43% das mulheres que estão em situação de violência são agredidas diariamente;
  • 2017 - o número de mulheres vítimas de algum tipo de violência passou para 29%;
  • 71% dos entrevistados conhecem alguma mulher que já sofreu violência doméstica;
  • 2018, o Brasil é o 5º país do mundo em Feminicídio, uma média de 05 casos a cada 24 horas;
  • 40% dos Feminicídios ocorrem na própria casa da vítima;
  • 67% das mulheres que sofreram agressão, a violência física foi a mais mencionada;
  • Mulheres brancas vítimas de violência estão no percentual de 57%, enquanto negras são 74%;
  • 74% dos agressores têm ou tiveram relações afetivas com a vítima;
  • 77% dizem conhecer um pouco sobre a Lei Maria da Penha;
  • 26%, acredita que a lei protege as mulheres;
  • 53% disseram que ela protege apenas em parte;
  • 20% responderam que não protege.
  • A 8ª edição da Pesquisa Nacional sobre Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher aponta que a percepção sobre o aumento de episódios de agressões infligidas a pessoas do sexo feminino subiu 13 pontos percentuais em 2019, passando a 82%. Em 2017, essa percepção era apontada por 69% das mulheres.

    Embora não haja pesquisas unificadas a respeito, ainda se sabe que relações homo afetivas tem níveis semelhantes de agressão. Uma recente pesquisa da Escola Feinberg de Medicina da Northwester University, de Chicago aponta que entre 25 e 75 % de lésbicas, gays e transexuais já foram vítimas de violência doméstica; em regra, a falta de dados representativos e a subnotificação de casos de abuso pintam um quadro incompleto do panorama real, sugerindo taxas ainda mais altas de abuso.

    As empresas e a violência doméstica

    Além de contribuir com a sociedade tratando a violência doméstica a partir do ambiente de trabalho, as empresas ainda podem se utilizar dos incentivos fiscais, já que estes são vastos em nossa legislação para as pessoas jurídicas que investem em projetos sociais. Ainda há uma melhora na imagem corporativa perante o seu público-alvo. Inclusive, é justamente isso o que mostra um estudo realizado pelo INSTITUTO LPSOS, em setembro de 2019. De acordo com a pesquisa, os consumidores preferem comprar de empresas que investem em causas sociais.
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